A situação do juiz Marcelo Baldochi, da 2ª Vara Criminal de Imperatriz, se complica cada vez mais, pois os fiscais do Grupo Móvel de Fiscalização da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) libertaram 27 pessoas mantidas em regime de escravidão na Fazenda Barrinha, em Bom Jesus das Selvas, pertencente ao "nobre" magistrado.
Em razão da denúncia, ele terá de responder sindicância instaurada pelo Tribunal de Justiça (Presidência e Corregedoria) e ainda uma notícia crime ajuizada no Ministério Público, que está demorando em se pronunciar a respeito do caso.
O crime só foi descoberto porque quatro trabalhaores fugiram da fazenda e fizeram a denúncia. Baldochi já admitiu em parte a culpa ao assinar termo de ajustamento de conduta no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) comprometendo-se a pagar R$ 32 mil em indenizações aos "escravizados", ajudar a comunidade desenvolvendo projetos sociais e distribuir cestas básicas. Na fazenda do juiz, os fiscais encontraram duas motosserras e duas espingardas calibre 20, que estavam com o “gato” (termo usado para denominar a pessoa responsável pela contratação dos trabalhadores) identificado como Zé Dendem. Os trabalhadores libertados eram dos municípios de Alto Alegre do Maranhão, Codó e Buriticupu. Eles afirmaram que atuavam no roço de juquira e derrubada de madeiras, ação que movimenta a economia na região.
Mais matérias sobre o assunto:
http://www.jornalpequeno.com.br/2007/9/15/Pagina64006.htm
http://www.tj.ma.gov.br/site/principal/conteudo.php?conteudo=10579

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