sábado, 21 de abril de 2012

A Verdade Sobre Tiradentes


“Pelo abominável intento de conduzir os povos da capitania de Minas a uma rebelião, os juízes desse tribunal condenam o citado réu à forca, e que nela morra a morte natural para sempre; (…) seu corpo será dividido em quatro partes e pregado em postes; (…) e a casa em que vivia será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão se edifique (…) e onde se erguerá um padrão pelo qual se conserve a memória desse abominável réu.”
Em 1789, sufocados pelos impostos absurdos cobrados pela coroa portuguesa, 12 rebeldes mineiros conspiraram por liberdade, porem apenas um deles pagou com a vida, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Desde sua sentença até a atualidade foram feitas várias revisões históricas da figura de Tiradentes, as afirmativas sobre sua vida são controversas; Algumas fontes afirmam que Tiradentes foi um mero coadjuvante na Inconfidência Mineira feito bode expiatório do movimento; Outras fontes revelam que ele era um homem comum da época, que tinha posses, inclusive escravos. Mas sua vida não é o que mais importa, pois ele ficou marcado na história pela sua morte. Os atos heróicos do nosso personagem várias vezes foi colocado em dúvida, talvez a grandeza do herói esteja em saber interpretar seu personagem na hora certa. Se Tiradentes não foi herói, pelo menos agiu o tempo todo como se fosse, era como se ele soubesse que ia se transformar em mito símbolo da Pátria. Por Exemplo: Durante o julgamento enquanto todos seus colegas da Inconfidência se acusavam mutuamente, foi dele o único gesto heróico, assumiu a culpa por todos eles. Está em um livro escolar de 1966: Ao saber que além dele outros conjurados foram condenados à morte, ele declarou a seu padre confessor: "se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria para salvá-los" Mas o melhor momento estava por vir, e foi no dia 21 de abril de 1792, o palco de sua apoteose final foram as ruas no Centro do Rio de Janeiro. E aí quem deu a deixa para mais um lance heróico foram seus próprios inimigos, os juízes portugueses. Disseram: “Os juízes desse tribunal condenam ao citado réu a que, com baraço e pregão, seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca”. Ou seja, os portugueses se esmeraram para fazer da via-crúcis de Tiradentes, da cadeia ao patíbulo, um show macabro, público, que atraísse a maior audiência possível. À frente do cortejo ia a cavalaria com suas fanfarras, depois o clero, os franciscanos e a irmandade da misericórdia de São Cristovão rezando salmos. Foi ordenado que todas as casas tivessem suas janelas cobertas, e era proibida qualquer palavra de piedade. No seu martírio, Tiradentes teve até pausa para uma oração, na frente da Igreja da Lampadosa. Como é que você pode não associar essa cena à via-crúcis de Jesus Cristo? Com essa exibição pública de Tiradentes, os portugueses queriam dar um exemplo. Eles não contavam que Tiradentes interpretaria seu último papel de forma tão heróica – quase religiosa. Mas essa associação entre Tiradentes e Jesus Cristo, essa imagem de um Cristo cívico, só apareceu cem anos depois de sua execução, de seu martírio. Era o final do século 19, quando a República dava seus primeiros passos. Os republicanos se apropriaram dessa história que, vá lá, tinha se tornado uma lenda urbana, e a transformaram no primeiro feriado da República brasileira. Aí nasceu esse Tiradentes de barba e cabelos longos que habita nosso imaginário. Parece com alguém que você conhece? Qualquer semelhança com o Cristo NÃO é mera coincidencia. A verdade é que ninguém sabe como era a verdadeira fisionomia de Tiradentes, os testemunhos são muito raros, e a figura muito conhecida de Tiradente não tem nada a ver com o condenado, pois o depoimento do Frei Penaforte, confessor de Tiradentes em seus últimos momentos, diz que o réu estava “com a barba e a cabeça raspadas”. Tiradentes não tinha nem barba nem cabelo?? Entao como é que surgiu essa história e a sua imagem cabeludo e barbudo? Quando teve o primeiro feriado da República, a República concluiu que não tinha herói, nem história. Então, contratou um artista, o Décio Villares, que fez barba cabelo e bigode no Tiradentes, essa imagem deu tão certo que até os monarquistas tentaram pegar carona nela. O Visconde de Taunay acusou os republicanos de quererem monopolizar a imagem do Tiradentes. Ele disse que D. Pedro I, o Império, já tinha realizado o sonho de Tiradentes: a independência do Brasil. Tiradentes virou mito para quem quisesse. Ele foi herói da República, herói da esquerda. Portinari, pintor comunista, chegou a retratá-lo com a cara de Luiz Carlos Prestes, durante a marcha da Coluna Prestes. Quando houve o golpe militar de 1964, uma das primeiras decisões do primeiro general presidente, o Castelo Branco, foi fazer que o Tiradents se tornasse o patrono da Pátria. E fez mais: decidiu que todas as repartições públicas do Brasil deveriam ter efígie de Tiradentes.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

13 de Abril - Dia do Hino Nacional Brasileiro

No dia 13 de abril comemora-se o dia da criação do Hino Nacional Brasileiro, sua música foi criada em 1822, por Francisco Manuel da Silva (1795-1865), recebendo inicialmente o nome de “Marcha Triunfa”.
Neste contexto histórico o Brasil passava por uma crise com o governo de Portugal, buscando sua independência diante desse país, o Imperador Dom Pedro I apresentava dúvidas em suas decisões, a fim de dar a liberdade ao Brasil, apresentava-se autoritário e temeroso às pressões da corte portuguesa.
A escolha da data foi em razão de uma manifestação em desacato ao ex-imperador, quando o mesmo embarcava para Portugal, no dia 13 de abril de 1831.
Dentre tantas tentativas, somente em 1909 que a linda composição ganhou uma letra poética, elaborada pelo então poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927), sendo muito elogiada pelas referências que fazia às belezas de nosso país, porem foi em 1922 é que o Hino Nacional do Brasil foi oficializado, tendo letra e música, por Epitácio Pessoa, através da Lei 5.700, de primeiro de setembro de 1971, sendo publicado no Diário Oficial do dia dois seguinte.

ENTENDA O HINO NACIONAL BRASILEIRO

A gente canta, canta e canta, como papagaios mas não entende os versos, procurei uma forma bem elaborada e mais direta para entender seu significado, pois para muitos, o Hino Nacional não empolga os alunos por ter uma letra complexa, que exige esforço para ser entendida.
Um exemplo para todas as professoras de portugês é a també professora Laura Cristina de Paula que acha que a riqueza de vocábulario de nosso hino é o que o torna atraente. "Além do desafio de entender o seu significado, a letra permite dar uma rica aula de Português", diz ela, que leciona para a 7ª e 8ª série da Escola Caio Pereira, em Recife (PE), Laura usou o livro O Hino Nacional Brasileiro (Aldo Pereira, 32 páginas, Grifo, tel. 021-240-7806) para elaborar sua aula. Autor de um livro sobre o Hino Nacional, o jornalista Aldo Pereira propõe que sua letra seja lida na ordem direta para uma melhor compreensão. Ele fez, também, um glossário com as palavras menos conhecidas, veja aseguir.
A versão no original
I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor desta igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida," "Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada...Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula
— Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada...
Versão na ordem direta
I
As margens plácidas do Ipiranga ouviramo brado retumbante de um povo heróico,e, nesse instante, o sol da Liberdade brilhou, em raios fúlgidos, no céu da Pátria.
Se conseguimos conquistar com braço forte o penhor desta igualdade, em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito desafia a própria morte!
Ó Pátria amada, idolatrada, salve! salve! Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece em teu céu formoso, risonho e límpido, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança desce à terra.
És belo, és forte, impávido colosso, gigante pela própria natureza, e o teu futuro espelha essa grandeza. Ó Pátria amada, Brasil, [apenas] tu, entre outras mil [terras], és terra adorada!Pátria amada, Brasil, és mãe gentil dos filhos deste solo!
II
Ó Brasil, florão da América, deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, fulguras iluminado ao sol do Novo Mundo!
Teus campos lindos, risonhos, têm mais flores do que a terra mais garrida; [e assim como] "nossos bosques têm mais vida," [também] "nossa vida" no teu seio [tem] "mais amores".
Ó Pátria amada...Brasil, o lábaro estrelado que ostentas seja símbolo de amor eterno, e o verde-louro dessa flâmula diga:
— Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues a clava forte da justiça, verás que um filho teu não foge à luta, quem te adora não teme nem a própria morte.Terra adorada...
Glossário:
  • Margens plácidas - "Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerras
  • Ipiranga - É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência. O Ipiranga nasce junto ao zoológico da cidade de São Paulo
  • Brado retumbante - Grito forte, que provoca eco. Penhor - Usado de maneira figurada, "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade
  • Imagem do Cruzeiro resplandece - O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul, que brilha, ou resplandece, no céu
  • Impávido colosso - "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões, Estar "impávido" é estar tranqüilo, calmo
  • Mãe gentil - A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos", os brasileiros, como qualquer mãe
  • Florão - "Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América Garrida - Enfeitada, que chama a atenção pela beleza
  • Lábaro - "Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos. Aqui é sinônimo de bandeira
  • Clava forte - Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra

domingo, 8 de abril de 2012

8 de Abril

domingo, 1 de abril de 2012

A origem do Dia da Mentira


O dia da mentira surgiu na França em razão da mudança na data da festa de ano novo, que antes era comemorada no dia 25 de março e, tendo a duração de uma semana, terminava no dia 1º de abril. Após a implantação do calendário gregoriano, o rei Carlos IX escolheu o dia primeiro de janeiro para ser o início do ano, porém, muitas pessoas não gostaram da mudança e continuaram fazendo suas festas na data antiga, como naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas a alteração da data demorou muito para ser difundido, e assim adotada por todos.
As pessoas que aceitaram bem a mudança da data passaram a fazer brincadeiras, gozações com aquelas consideradas conservadoras, enviando-lhes presentes estranhos ou convites para festas no sia 01 de abril que não existiam, com isso, a data passou a ser duvidosa, pois os resistentes nunca sabiam se tais convites eram verdadeiros ou não.
Duzentos anos mais tarde essas brincadeiras se espalharam por toda a Inglaterra e, consequentemente, para todo o mundo, ficando mais conhecida como o dia da mentira. Na França seu nome é “Poisson d’avril” e na Itália esse dia é conhecido como “pesce d’aprile”, ambos significando peixe de abril.
Dia da Mentira no Brasil
Pernambuco o primeiro Estado a adotar a brincadeira, onde foi feita a circulação de uma publicação em “A Mentira”, em 1º de abril de 1848, tendo como notícia o falecimento de D. Pedro, sendo desmentida no dia seguinte. Diante dessa tradição, Walt Disney criou um clássico infantil, a história de Pinóquio, dando ênfase à brincadeira, mostrando para a criançada o quanto mentir pode ser ruim e prejudicial para a vida das pessoas. Ziraldo, um escritor brasileiro da literatura infanto-juvenil, também conta histórias sobre as mentiras, através do Menino Maluquinho. Em "O Ilusionista", Maluquinho descobre o mal provocado por roubar, fingir e mentir. Pregar mentiras nesse dia é uma brincadeira saudável, porém o respeito e o cuidado devem ser lembrados, para que ninguém saia prejudicado, afinal, a honestidade é a base para qualquer relacionamento humano.

A pergunta é: por que quem traz o ovo de páscoa é um coelho sendo que nem ovo ele bota, não é mesmo?


Páscoa, a origen do termo A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais, a origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim "Pascae", porém sua origem mais remota é entre os Hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem. Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das FLORES. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos. A Páscoa entre os cristãos Entre os primeiros Cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março). Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém. A História do coelhinho da Páscoa e os ovos A figura do Coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade, o coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas, mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida, a figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII. Ovo de Páscoa O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã. O hábito de trocar ovos de chocolate surgiu na França, antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data. A tradição de presentear com ovos, de verdade mesmo, é muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka, em celebração à chegada da primavera. Os Cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus, o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria. Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro. Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole. A palavra "Páscoa" em várias línguas Alemão - Ostern Árabe - عيد الفصح Basco - Bazko Búlgaro Пасха (Paskha) Catalão - Pasqua Espanhol - Pascua Esperanto - Pasko Finlandês - Pääsiäinen Francês - Pâques Friulano - Pasche Georgiano - აღდგომა (Aghdgoma) grego - Πάσχα (Páscha) Inglês - Easter Irlandês - Cáisg Islandês - Paska italiano - Pasqua Latim - Pascha ou Festa Paschalia Neerlandês - Pasen Norueguês - Påske Polonês - Wielkanoc Português - Páscoa Romeno - Paşti Russo - Пасха (Paskha) Sueco - Påsk Turco - Paskalya